ONG Gerando Falcões nasceu a partir de um livro e hoje atua em 5,5 mil favelas brasileiras
Celebrado hoje, o Dia Mundial do Livro convida leitores a refletirem sobre o impacto das histórias na formação de indivíduos e na transformação da sociedade. Em 2026, a data coincide com o ano em que a Gerando Falcões celebra seu 15° aniversário, uma organização que nasceu, literalmente, a partir de um livro e, hoje, atua em 5.500 favelas em todo o país com mais de 2 mil líderes sociais formados.
“Quando decidi escrever o livro Jovens Falcões, com depoimentos de pessoas que saíram do nada para voar alto, queria mostrar que a origem não define o nosso destino”, afirma Edu Lyra, Fundador e CEO da Gerando Falcões.

Em 2011, o então estudante de jornalismo Eduardo Lyra lançou, de forma independente, a obra Jovens Falcões. Com cerca de 50 amigos da favela onde morava, ele vendeu, de porta em porta, mais de três mil exemplares da obra em apenas três meses, destinando toda a renda para fundar a Gerando Falcões com o propósito de levar dignidade às favelas brasileiras.
Essa história reforça o papel da literatura, não apenas como registro de vivências, mas como ponto de partida para mudanças concretas.
Livro que deu origem a um movimento
Jovens Falcões, obra que deu início à Gerando Falcões, reúne histórias de brasileiros que superaram adversidades e alcançaram seu potencial. Com relatos de nomes como Bel Pesce, Raphael Draccon, Lucas (ex-São Paulo) e Felipe Neto, o livro mostra que origem não determina destino. As narrativas reforçam que coragem, persistência e visão podem transformar vidas e, como no caso da própria ONG, inspirar movimentos de impacto coletivo.
“Quando uma pessoa se reconhece nessas histórias, ela entende que também pode mudar a sua trajetória. A leitura deixa de ser só inspiração e passa a ser uma ferramenta de transformação social”, finaliza Lyra.

