Ricky Martin, Mick Jagger e Madonna são exemplos de que talento e carisma não têm prazo de validade
Por Angélica Kenes Nicoletti
Quem dita as regras sobre quando devemos parar? No mundo da música e do entretenimento, a resposta é categórica: ninguém. Nos últimos tempos, fomos testemunhas de uma verdadeira revolução silenciosa nos palcos mundiais, protagonizada por ícones que, em fases diferentes da vida, mandaram o etarismo para o espaço com apresentações eletrizantes.
Vamos lembrar de três deles. A começar por Madonna. Em 2024, aos 65 anos, ela parou o Brasil com a histórica ‘The Celebration Tour’ em Copacabana. Longe de ser um show de despedida nostálgico, a Rainha do Pop entregou uma performance física e artística que desafia qualquer caixinha em que a sociedade tenta colocar mulheres maduras. Ela mostrou que o palco ainda é seu território de direito.
Mais recentemente, o porto-riquenho Ricky Martin, aos 54 anos, causou alvoroço global em Istambul. Esbanjando um vigor físico impecável, o cantor protagonizou momentos de pura ousadia em sua coreografia que viralizaram imediatamente. Ele provou que a sensualidade, o autocuidado e o magnetismo só se refinam com o tempo.
E o que dizer do incansável Mick Jagger? Aos 82 anos, o líder dos Rolling Stones acaba de lançar o aclamado álbum ‘Foreign Tongues’ e declarou que está prontíssimo para pegar a estrada novamente — inclusive com o desejo de desembarcar no Brasil.
Esses três artistas não são apenas “exceções que se mantêm ativos”. Eles são a prova viva de que a vitalidade, a paixão e o talento não vêm com data de validade expressa no RG. Ao subirem ao palco com essa energia arrebatadora, Madonna, Ricky Martin e Mick Jagger prestam um serviço enorme à cultura, mostrando que a maturidade é o auge da expressão artística. Abaixo o etarismo, viva o espetáculo!
E você, concorda que o talento não tem idade? Comente.
Imagem: Ilustração gerada por IA

